sexta-feira, dezembro 30, 2005

Mensagem de Ano Novo

Dados meus problemas capilares arrearei na próxima pessoa que me desejar:
"Boas Entradas!"

quarta-feira, dezembro 28, 2005

quinta-feira, dezembro 22, 2005

domingo, dezembro 18, 2005

Parece mesmo...


...um anúncio a pensos higiénicos

sábado, dezembro 17, 2005

Ah que lindeza tamanha

- Vais muito rápido.
- Vou abaixo do limite máximo. Não te estresses mãezinha.
- Mas já saímos da Auto-Estrada.
- Sim, eu reparei... e o que disse mantém-se.
- Olha agora lembrei-me de uma coisa.
- O que foi?
- Na igreja lá da Moçarria, ainda a Titi Ana era viva, ela é que contava esta história... Bem, as senhoras decidiram vestir uma das imagens. Fizeram uma toga e um véu novos à virgem. Ao menino Jesus que lhe estava ao colo tricotaram-lhe umas botinhas.
- Oh. Coitadinhas...
- Era. Diziam que era para o menino Jesus não ter frio nos pézinhos. É ternurento mas de uma pobreza de espírito atroz.
- "Bem aventurados os pobres de espírito porque deles será o reino dos céus"
- Vá, vá, mais devagar.
(- Eu também te acho uma ternura imensa, às vezes...)

segunda-feira, dezembro 12, 2005

terça-feira, dezembro 06, 2005

fixe
s. m., rectângulo de madeira ou ferro, sobre rodas, para sustentar a máquina do comboio;
adj. 2 gén., pop., fixo; firme, de confiança; seguro;
Brasil, compacto, forte, resistente; inteiriço.

Pró-Brasil?

sábado, novembro 26, 2005

O que apetece dizer...

O Governo português está a analisar um projecto agroindustrial que contempla uma megaprodução de legumes e plantas em estufa para uma área de cinco mil hectares em Odemira, Sines e Comporta, para transformar Portugal na «horta da Europa». [mais]
in Dinheiro Digital
26-11-2005 10:06:25

Pois com tantos anos a acumular, lá estrume não nos falta.

quinta-feira, novembro 24, 2005

Que é feito de si?


RUBIGAN 12

Visto pela última vez num programa de saúde hortícula dos idos de 80, o magazine agricultural TV Rural, e, pontualmente, em tardes aleatórias da RTP2.
Deixou saudoso um Engenheiro de patilhas que terá morrido de ergotismo a balbuciar termos como míldio da batata, hérnia da couve, carvão do milho, ferrugem do trigo e cravagem do centeio.
Despistou-se a possibilidade de serem nomes de código de agentes da CIA infiltrados e presume-se que sejam as alcunhas de ex-camaradas do curso de '52 de Paraquedistas de São Domingos de Rana.

segunda-feira, novembro 21, 2005

As declarações de Harriet *


Sobre o nascimento:
"Não sei se percebem que para uma tartaruga dizer "ir 'pá cova" significa na realidade nascer. Eh! Eh! Ainda me lembro como se fosse ontem de sair a correr que nem uma desaustinada em direcção ao mar. As palavras da minha mãe na postura foram "corram o mais rápido que possam por causa dos predadores, mal cheguem ao mar estarão seguras!". Ao sair o buraco, galgando areia, os meus pensamentos eram algo do género "mas com que raio se parece um MAR e como vou reconhecer um PREDADOR quando vir um?!"."

Sobre a anorexia nervosa:
"Eu nunca tive distúrbios alimentares apesar do que dizem por aí. Claro que houve comidas indigestas e claro que já soltei umas bolhinhas em alto mar, mas nada das preocupações que se vêem para aí agora na juventude. Isto de se arrastar uma carapaça ainda tem as suas vantagens, sabe..."

Sobre a sua iniciação sexual:
"... a mim chamavam-me Harriet "Aríete" porque eu era assim atirada para a frente, impulsiva..."

Sobre a longevidade:
"...é preciso é uma pessoa ir aproveitando. Eu, por exemplo, contava já mais de 100 anos e ainda ganhei o Miss Quelónio Asiático 1932. É preciso é ter espírito de aventura como aquele Charles que eu conheci aos 5 anos que andava a fazer um census. Ele ainda me perguntou se eu queria ir a bordo do Beagle dele fazer uma temporada para Inglaterra. Eu cá podia ser nova mas não era parva. Ia lá eu trocar um clima tropical pelo cinzentismo britânico?! Deus nos livre!... "

Sobre ser o animal mais velho do mundo:
"...lembro-me de aos 25 anos, ainda era rapariga nova, ter sido montada por um rapagão voluptuoso. Ele tinha também um pescoço como o meu, todo enrugadito. Dizem que ainda é vivo e anda por aí nas mesmas diatribes de há 150 anos atrás. É estranho porque quando andei com ele às costas ele já era velho. Não sei como é, os portugueses nisto do Guiness até costumam andar em cima do acontecimento. Como era mesmo o nome dele? Mário qualquer coisa... mas isto ainda foi quando tinha casa nas galápagos..."

Sobre a morte:
"... levo de cá o papinho cheio [N.A. conforme imagem acima]. Quando morrer não quero doar o meu corpo à ciência. Isso seria uma parvoíce e um desprimor para com este corpinho. Gostava de ser aproveitada para acessórios, de ser perpetuada em artigos de moda... "


* Harriet é o animal vivo mais velho do mundo. As declarações podem ser lidas no polémico livro de sua autoria "175 anos sem um pingo de Alzheimer"

sábado, novembro 19, 2005

HEMORROIDALFA


Apanhei o pára-em-todas que na realidade é o Inercidades entre Lisboa e o Porto. Mas, ao pé do Alfa-pendular, os três quartos de hora de diferença só servem para agravar uma potencial crise de hemorróidas.

domingo, novembro 13, 2005

A Sarça Ardente



O País aguarda em suspense
As palavras da sarça ardente
Toldados não podem ver
Que a sarça está só a arder



quinta-feira, novembro 10, 2005

Uma expressão nova...

"É tão certo como as 4 fatias de sabão macaco no urinol do incógnito"

quinta-feira, novembro 03, 2005

uma gaja disse uma vez:

"Eu só me intoxico com Monte Velho..."

...e eu achei muito bem que de todas as drogas escolhesse uma com sabor alentejano.
Foi também ela que me disse no mesmo dia, uma hora depois:

"Solta a Madalena Iglésias que há em ti!"

...e não percebi se me queria chamar de bom rapaz, um pouco timido até, ou se tinha chegado outra primavera marcelista. Devia ser um lar de montes muito velhos a falar já.

quarta-feira, outubro 26, 2005

De quem é isto?...

... disse o senhor prior elevando na mão uma andorinha morta e disfarçando o ar de nojo.

As alunas do colégio ficaram visivelmente transtornadas, não com o passareco finado mas por ter sido ignorado o preservativo estrategicamente colocado à porta da sala de aula.
Com algum acabrunhamento subiu uma voz do fundo:
- É a SIDA das aves, D. Teotónio.
Enquanto arremessa o emplumado peso morto para o caixote de lixo de latão, desabafa o padre:
- Era o que me faltava, já chegou às galinhas de Nossa Senhora.

No recreio, um conjunto de alunas que se viam como a inteligentzia intra-muros alvitrava sobre a origem daquela ignóbil situação, não a do preservativo mas a da andorinha defunta.
- Quanto a mim isto é coisa de fã de Colleen McCullough. Terá sido uma retorcida partida do destino de um virologista louco que apanha o cacilheiro e é apupado à chegada por uma salva de poias de gaivota. Claro que ele será também geek da internet, bookcrosser e outros neologismos sexuais em itálico dignos de Marta Crawford.
As outras acenavam que sim e prendiam o maço de cigarros na liga da meia tão repuxada que não se via pelas pregas da saia cinzenta. Dizia outra entre passas curtas:
- Não será isto coisa de japonês que tem a mania que é ocidental? A sério, imaginem lá. Ele veste casaco de cabedal e está farto da columbofilia fanática do seu pai que lhe enche de esterco o topo do prédio. Aposto que ele preferia levar lá os amigos a beber uns shots de saké e ouvir Happy Mondays ao por do sol. Até terá sido daí que tirou a ideia de envenenar os pombos e vê-los cair que nem tordos quando a apoplexia lhes dá duranto o vôo. Parece-me tremendamente simbólica a chuva de penas...
- Ó Constança, já estás a divagar!
Outro silêncio para se reconfortarem no fumo mútuo e esfregarem os braços. As camisas querem-se arregaçadas nas mangas para conseguir o pleno ar de uniforme descontraído, regras mas non troppo. Um olhar de esguelha para os cachopos das BW's que se acrescentam junto à grade a ver as meninas. Outra atira-se sem esquecer o que aprendeu nas conversas de sala dos amigos do papá que se tratam todos por Dr. Apelido:
- Vocês estão a querer imputar o dolo a uma só pessoa quando na realidade poderemos ter um consórcio farmacêutico por detrás desta celeuma. Imaginem um conjunto de indústrias que conseguem introduzir um vírus sintético para as quais elas detêm o monopólio de patente da vacina. Quem diz da vacina diz da cura.
- E que raio de idílio existe nessa perspectiva ó Teresa?

Sequencialmente apagam o cigarro e rodam as chicletes de sabor a canela.

Ao longe, outro grupo admira-as com desdém. São também garotas da mesma turma mas das que usam as mangas para baixo e os botões da camisa apertados até acima. O casaquinho é posto à cintura a cobrir os rabiosques demasiado qualquer coisa. De trança mal amanhada observa uma:
- Aquelas devem ter a mania. Ali a fumar pós gajos as verem armadas em modernas. Não têm nada na cabeça.
- Patty, queres dar atenção aqui? Precisas de cobrir mais, temos de furar este preservativo e acho que desta vez deviamos pô-lo mais perto da carteira do cura.

Detrás dos portões os rapazes fumam e giram os penduricalhos da chave da scooter. Abraçando o anorak vermelho da Helly Hansen tornado famoso na detenção de Bibi, lembra um deles:
- Não sabia que tinhas tanta pontaria, meu. Foi mesmo em cheio na andorinha...
- Ya, achas que elas se acagaçaram quando a atiramos para dentro da sala?

terça-feira, outubro 18, 2005

Place your bets...


Os passarinhos voam em círculos mas não são abutres.
A bola está a rodar, quem vai ser o primeiro?
Hemaglutinina 5 Neuraminidase 1
Esperamos a próxima jornada

Rien ne va plus!

sexta-feira, outubro 07, 2005

Ao cidadão automobilizado...

... que no outro dia me ia abalroando na 2ª circular ao fazer uma entrada perigosa na dita directamente para a faixa média onde eu ia em franca ultrapassagem:

O PISCA NÃO LHE DÁ PRIORIDADE
e meta os máximos no cú
 
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