sábado, fevereiro 26, 2005
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
ICE eu pudesse...
Do aconchego da chávena de café que aperto com as duas mãos, observo o bailado de flocos de neve, aleatoriamente para baixo, para cima e para os lados, como os bandos de estorninhos ao fim de uma tarde de outono no Cais do Sodré. Mas a neve não chilreia, a neve não tem som. Confina-se a um silêncio orgulhoso e sobranceiro que nos custa também interromper.
Ai se eu pudesse por uns minutos ver o sol dançar outra vez...
terça-feira, fevereiro 22, 2005
Com um cherne no bucho
O terrorismo do super-zelo venceu.
quarta-feira, fevereiro 16, 2005
Eu gosto muito do Berlaymont (I) ou o almoço nas barbas do barrosismo
Aceitei o convite para almoçar com a Susana no Berlaymont.
O Berlaymont é o edíficio principal da Comissão Europeia.
Eu gosto muito do Berlaymont.
Tive de esperar pela Susana cá em baixo.
E depois fizeram-me assinar um papel com os meus dados pessoais
E depois mandaram-me passar pelo detector de metais.
E depois perguntaram-me o que ia lá fazer e com quem é que estava 3 vezes.
Fomos comer à cantina do pessoal do Berlaymont.
As pessoas são muito giras e parecem sempre atarefadas.
Os homens usam fatos e gravatas às cores.
As mulheres usam o que lhes apetece.
Eu gosto muito da Susana e de todas as pessoas do Berlaymont.
E depois fomos à cafetaria do Berlaymont.
As cadeiras são todas coloridas.
A decoradora de interiores devia ser a Agatha Ruiz de La Prada.
Eu gosto muito da Agatha Ruiz.
O café era bom.
Havia muitas pessoas a falar português na cafetaria.
A Susana levou-me a visitar o andar do dono.
O dono é um senhor que nunca aparece e anda sempre com guarda costas e assistente porque é uma pessoa muito muito muito importante mesmo muito importante e é ele quem diz.
Eu não gosto muito do dono.
Ele tem quadros no piso dele muito bonitos.
Os quadros bonitos são coloridos e foram feitos no infantário Gulbenkian e não se percebe nada do que pintaram.
Um dia quero pintar a cara do dono.
E prontos foi assim.
(a minha mãe manda-me agradecer à Susana. Obrigado Susana!)
terça-feira, fevereiro 15, 2005
Forbidden Planet
Forbidden Planet foi o primeiro filme de ficção científica a cores em cinemascope. Tendo por base o enredo shakesperiano d'"A tempestade" este foi também, talvez, uma das primeiras películas com banda sonora não-musical integrando a ideia não-convencional da exploração do efeito de sonoridades electrónicas no sistema nervoso humano. Pela primeira vez foram utilizados sínteses de um Theremin ainda que como acessórios apenas.
segunda-feira, fevereiro 14, 2005
No waffles allowed beyond this point
Depois são nomeados com nomes de terriolas como se de pizzas se tratassem.
Não sei como hei-de descalçar esta bota que me vai deixar sem dormir pelo menos uma semana.
Uma coisa é certa, ninguém pode entrar com nenhum tipo de Gofre (e atenção todo e qualquer tipo de gofre) nesta loja no centro de linhos, rendas, napperons e atoalhados diversos. Quem quiser entrar tem de deixar a peça de pastelaria à porta, de preferência com trela e as vacinações em dia.

sexta-feira, fevereiro 04, 2005
domingo, janeiro 30, 2005
O Especialista Francês
sábado, janeiro 29, 2005
Dom Cócó nas coronárias da Europa (I) ou A longa, longa viagem
Dom Cócó nas coronárias da Europa (II) ou O re-re-re-encontro
Dom Cócó nas coronárias da Europa (III) ou O concílio propriamente dito
Dom Cócó nas coronárias da Europa (IV) ou Há vida (social) em Detrasdoburgo
sexta-feira, janeiro 28, 2005
Cidadão-Motorista
Cidadão: Ah, peço desculpa, esqueci-me de picar.
Motorista: Esqueceu-se, estáááá bem. Veja lá se não se esquece do que é importante.
Cidadão: Oiça, já lhe disse que me esqueci.
Motorista: Pois, pois, é sempre a mesma coisa, esquecem-se... já não há respeito pelas regras...
Cidadão: Está a querer insinuar alguma coisa?
Motorista: Se a carapuça servir...
Cidadão: Acredite se quiser. De qualquer dos modos essas afirmações vagas não vão resolver nada. Quer estivesse a mentir ou não, já piquei o bilhete e esses seus comentários vêm além de tarde muito a despropósito. Por isso não me venha com insinuações cobardolas nem moral de bolso. Esqueci-me, pronto, acontece!
Motorista: Mas não devia, mas não devia, é um serviço mas tem de ser pago...
Cidadão (entredentes) : Vai apanhar no cú!
Moral da história: um governo de diálogo pode irritar um cidadão para lá da razoabilidade.
sábado, janeiro 22, 2005
Ao passar o Palais Royal
Regresso a casa a pé e percorro os vinte minutos de caminho acompanhado pelo amarelado reflectido nas fachadas e no filme de água que reveste as lajes do chão.
O vento passa-me húmido pela cara como uma pasta glaciar que lentamente se deixa escorregar pelas as ruas.
O Palácio Real senta-se sólido e largo no meu caminho encimado na bandeira quadrada que drapeja solitária e vigilante.
Achego-me as golas ao queixo e teletransporto-me para um chá de camomila com um farrapo de leite e mel ao som do movimento perpétuo da guitarra do Paredes.
Odeio o tempo que demora chegar a casa mas não me canso e aproveito para repassar os pensamentos no Palais Royal, o meio termo da demanda, o está-quase-só-falta-outro-tanto.
Como a minha estadia em Brochelas...
quinta-feira, janeiro 20, 2005
MIKASA 1 - secretária de monstro horroroso
MIKASA 2 - alienação no sofá-cama
MIKASA 3 - the only way is up
MIKASA 5 - playstation
MIKASA 6 - decoração IKEA
MIKASA 7 - mesa de apoio
O Monstro Horroroso
terça-feira, janeiro 18, 2005
Anita contra a parede
Pode-se encontrar o fresco da dita em Laeken, Avenue de la Reine junto aos caminhos de ferro que foi inaugurado na presença de Sr. Gilbert Delahaye, o autor dos intrincados enredos.
quinta-feira, janeiro 13, 2005
Humor aquoso
Dou you know the difference between a Portuguese woman and a Yeti?
One stinks and has long hair while the other one lives in the Himalaias.
Do you know why Portuguese men fart after having sex?
To put the ass hair back the right way.
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Cocas : ermm... sim... hilariante... (com a boca virada para dentro e voz de nariz entupido)
Eléctrico – Sociedade de Transportes Intercomunais de Bruxelas (III)
Entra-se por uma fresta na lateral do aparelho lumbricóide sem se perceber bem se ele inspira ou expira por ali. Ao carregar no filete verde que medeia as frestas sempre duas a duas, abrem-se como guelras e bafejam-nos os cabelos com um calor húmido levemente exalando a coisas velhas.
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No interior do eléctrico decorre um estudo antropológico secreto. No caminho para qualquer lado estes números aleatórios e raramente repetidos condoem-se a ver a chuva a riscar as janelas por fora. A manhã ainda não sorriu sobre o toldo cinzento e as pessoas agarram bem os agasalhos onde o vento forte se esfrega. Cá dentro há calor. Quentinho.
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Há muita gente sozinha. Acho que só duas pessoas conversam mas é numa algaraviada tal que não faço sequer esforço para perceber. Tento distrair-me a ver a sinalética dos trajectos, toda planificada e não cruzada, tudo em linhas ortogonais garridas para fácil identificação.
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A luz amarela quase solidifica o ar denso à nossa volta. Quase se pode mastigar esta solidão de pessoas juntas. Todos olham com um suspiro ou um bocejo os primeiros vestígios de raios de sol, uma leve linha clara que vai contornando ao de leve os telhados. Debaixo deste céu de chumbo ninguém sabe o que é a felicidade.
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Deixo-me embalar pela cadência regular das ligações das calhas. Vou deixando cair as pestanas e cabeceando a atmosfera.
No caminho para qualquer lado, só eu não vou para lado nenhum.
Metro – Sociedade de Transportes Intercomunais de Bruxelas (II)
O metro são 3 linhas.
Uma circular mais-ou-menos que acompanha o anel de circulação interior da cidade.
Duas linhas que cruzam este anel sendo coincidentes nesse trajecto. Separam-se nos subúrbios cada uma para seu lado. À primeira vista parece mesmo um cromossoma em crossing-over. (cada um tem os seus referênciais e não vamos discutir mais isto, foi o que me pareceu e pronto!)
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Os vagões do metro tem nomes de cidades europeias. Da europa como definida pelo Conselho da Europa porque a carruagem Ljubljana já está com a tinta descascada há anos.
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O bom de estar no metro é sabermos com o que podemos contar. É um transporte lhano e frontal com o seu painelzinho de leds vermelhos, que mais parece saído de uma caixa de introdução à electrónica dos anos 90, que indicam a paragem onde se encontra o metro e o tempo estimado de espera.
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O metro é feio na generalidade e mesmo os processos de alindamento não foram eficazes. As paredes parecem escorrer já uma gorduranga típica das coisas feias e nojentas e o chão tem a sujidade entranhada nas falhas e está longe de parecer mármore.
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As obras de arte são pobres mas enfim, lá tem um descontente painel de azulejo Viúva Lamego pelo ilustre Júlio Pomar. O tema, o típico, uns Fernandos Pessoas, quatro para fazer a conta dos heterónimos. O Quinto Império continua ali, como Portugal no mundo. Uma obra de arte na linha circular mais-ou-menos, numa estação obnóxia de um bairro degradado onde ninguém nos sabe apreciar.
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O metro são 3 linhas... e nem uma serve para acordar.
sábado, janeiro 08, 2005
Autocarro - Sociedade de Transportes Intercomunais de Bruxelas (I)
Também a travagem ganha uma proporção diferente porque aliada a uma guinada para a direita para acostar na paragem mais parecemos os tripulantes da espacial U.S.S. Enterprise atingida por uma bomba de fotões. Toda a gente se recompõe e levanta do chão e até as desculpas por ter aterrado a mão em cima de uma qualquer mama já nem são necessárias.
Introduziu-se recentemente, só em alguns veículos da frota, uma forma inovadora de controle. Fazer as pessoas entrar pela frente do autocarro e sair por trás! Grandes parangonas foram postas nos vidros a pedir ao passageiro para, por favor, se dirigir ao fundo do autocarro. Mas talvez devessem ter escrito em inglês para as pessoas poderem ler. É que insistem em entupir a entrada e o motorista não põe ordem naquilo. Pois que o trabalho dele é só guiar, não é fazer controle nem impor respeito, conforme atesta o acrílico que divide o seu pequeno mundo de botõezinhos das vidas pessoais de cada um.
terça-feira, janeiro 04, 2005
sobre o chico-espertismo
A resposta não carece de grandes elaborações: Sim!
Agora é que vou efabular um pouco. Não é elaborar, isso é o que se responde numa pergunta de exame e que está quase sempre incompleto.
Esta nossa qualidade é mesmo reconhecida pelos italianos que denominaram "fare a la portoghese" o acto de passar à frente numa fila.
Somos um povo de atalhos e disso não há que ter vergonha. Somos um povo que se socorre de intrumentos diversos e intuitivos, cuja mestria adquirimos com o tempo. Falo naturalmente da manigância, da malandrice, do arranjar-se, da cunha, da sacanice, do tacho e quejandos. Sempre todos costas com costas para proteger o nosso pequeno feudo.
Na realidade, o chico-espertismo parece funcionar apenas numa escala pequena e quotidiana. Nunca passou pela cabeça de ninguém usar semelhante estratégia para chegar à frente em alguma coisa de valor na Europa, nem sequer para ludibriar as altas instâncias europeias do défice nacional. Neste aspecto fomos suplantados pela Itália e pela Grécia, que o fizeram antes de nós, mas mal porque foram descobertas.
Isso sim é vergonha, roubar e não ter mãos para acartar e no fim ser-se descoberto. De resto parece que tudo vale para o chico-esperto, uma coroa de louros na alma portuguesa.
segunda-feira, janeiro 03, 2005
segunda-feira, dezembro 20, 2004
regresso a casa
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Do que mais se sente falta:
comida calórica,
passou-bens para os gajos,
dois beijos para as gajas,
Super bock,
metro artsy,
fiat punto,
falar alto,
cuspir para o chao,
café,
italiana,
galão,
família,
chicos-espertos,
design nacional,
grandes extensões de água,
sol,
nao pagar para ir à casa de banho,
jantares baratos,
gente parola, a nossa,
sair à noite com calor,
ler o expresso
e fazer amor.
terça-feira, dezembro 14, 2004
e aí estão as grandes promoções de natal
Uma internacional:
e uma do cantinho à beira mar plantado:
mal se nota a diferença...
Poema Pial
- Fernando Pessoa
Deve metê-las dentro das pias.
Pia número UM
Para quem mexe as orelhas em jejum.
Pia número DOIS,
Para quem bebe bifes de bois.
Pia número TRÊS,
Para quem espirra só meia vez.
Pia número QUATRO,
Para quem manda as ventas ao teatro.
Pia número CINCO,
Para quem come a chave do trinco.
Pia número SEIS,
Para quem se penteia com bolos-reis
Pia número SETE,
Para quem canta até que o telhado se derrete.
Pia número OITO,
Para quem parte nozes quando é afoito.
Pia número NOVE,
Para quem se parece com uma couve.
Pia número DEZ,
Para quem cola selos nas unhas dos pés.
E, como as mãos já não estão frias,
Tampa nas pias!
terça-feira, dezembro 07, 2004
Para acabar de vez com a educação
O objectivo é fazê-los passar no exame de final de ano ao fim de 5 semanas. Para isso há uma equipa de professores, orientados por um director e ainda dois tutores/perceptores das crianças que os vigiam de perto e aturam as maiores patifarias.
Todas as semanas há eleitos, os melhores e os piores da turma e expostos perante todos.
Aprendem riscando o giz na ardósia e são avaliados nos mais diversos temas com penas e tinteiros à moda antiga. Desde temas conjuntos como: Geografia, História, Língua Materna, Matemática, Ciências da Natureza, a temas sexistas e sectaários como: agricultura, pecuária, serralharia e mecânica para eles; puericultura, culinária, costura e etiqueta para elas.
Só dista da veracidade numa coisa, a disciplina é imposta psicologicamente e não tão fisicamente como se houve na tradição oral de pais e avós.
Os míudos provêm dos mais variados fundos culturais e socio-económicos e exibem comportamentos totalmente diferentes onde nos revemos aqui e ali.
É inevitável ter um favorito. A minha é a Charlotte por ser a mais cabra.
domingo, dezembro 05, 2004
Ai potugal, portugal... de que é que tu estás à espera...
Acabei por me divertir uma meia horita a responder aos testes online. A dada altura surge esta pergunta que penso ter uma mensagem subliminar:
12.
O que significa dar o cavaco por alguma coisa
- pagar um alto preço.
- desprezar.
- gostar muito.
(pista: imaginar o título/refrão cantado pela Lúcia Moniz munida de cavaquinho)
sábado, dezembro 04, 2004
sexta-feira, dezembro 03, 2004
HI-FI: A minha música nova...
Aqui na solidão cultural não tenho quem me valha entao tenho que ir investigando sozinho. Compro revistas e tento manter o passo da actualidade e continuo a fazer as minhas descobertas sem indícios. Outras são já apostas seguras com novos albuns. É bom ver que ainda há bandas que não se dividem passados 2 anos por vedetismo individual.
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Envio algumas sugestões sem vestígios de ódio, indie (quase tudo) e cloreto de sódio:
kid dakota – the west is the future
the unicorns – who will cut our hair when we’re gone?
le
nico –
the von bondies – pawn shoppe heart
josh ritter – hello starling
sons & daughters – love the cup
tegan & sara – if it was you
various artist – Colette No.6
Para quem procura uma alma apanhe-a do asphalto.
(este post foi patrocinado por António Gedeão mas a ultima malha é minha)
quinta-feira, dezembro 02, 2004
Manifesto anti-Lucas (versão contemporânea)
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Morte ao Lucas PIM!
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Não se pode confiar a cozinha a uma pessoa que atafulha tudo quanto é legume e fruta na última gaveta do frigorífico, só porque tem um desenho de um tomate, a ponto de ficar espremido e podre ao fim de dois dias.
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Se o Lucas fosse um vegetal era uma abóbora!
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Se o Lucas fosse um vegetal era meia-abóbora... ralada.
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Morra Lucas. Morra. PIM!
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O Lucas cheira mal da boca!
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O Lucas cheira mal dos pés!
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O Lucas tem a boca a cheirar a meias sujas e a fungos enqueijados dos pés!
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Só uma pessoa de maturidade duvidosa pode, aos 26 anos, não ter vergonha de dançar à Michael Jackson, com luvas brancas e fazer o passo do vidro falso em plena discoteca latina ao som do Asereje.
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O Lucas é um palhaço porco.
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Se tivesse noção na puta da cara não deixava todas as manhãs um copo com um filme de sumo no fundo em cima da bancada, mesmo por cima da máquina de lavar loiça vazia.
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O Lucas não compra um caixote do lixo nem me deixa a mim comprar um. Usamos um saco-lençol branco num canto da cozinha que desconfio que deve ter sido levemente passado por água depois das obras em 1917.
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O Lucas é um cretino.
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O Lucas é um cretino sujo apalhaçado que mete dó ao Marcel Marceau por serem da mesma nacionalidade.
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Morte ao Francês OH-LA-LA, PIM PAM e PUM!
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Encontrei uma unha cortada no chão, já castanha por ter dois anos, meia desfiada e envolta em cotão. O Lucas não sabe o que é uma esfregona!
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O Lucas não toma banho e usa a mesma roupa 3 dias seguidos.
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Continua o Lucas a achar que desenha bem e a insistir na ideia que o seu futuro reside na banda desenhada.
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O Lucas é uma Banda Definhada!
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O Lucas é uma Banha Desventrada!
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Outro dia enfadou-me de morte no computador a ver vídeos dele a fazer remo. Vimos 6 ou 7 todos iguais e as minhas olheiras aumentavam proporcionalmente com a minha vontade de lhe esvaziar as orbitas oculares com uma colher de sopa.
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Morra Édipo! Morra Lucas egocêntrico, filho unico... duas vezes da mesma Mãe!
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Se o Lucas mora numa casa eu quero morar noutra!
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Quando ponho roupa para lavar, ele quer meter a dele com a minha. Quando ele mete roupa para lavar não me diz nada e ocupa-me o estendal com as suas cuecas rotas.
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O Lucas não gosta das minhas amigas espanholas. Eu também não mas ele tem mais é que comer e calar. Eu também não gosto dele e não o digo à namorada que lá passa as noites fim de semana sim, fim de semana sim. Uma mártir, enfim.
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Mandem o Lucas para a pata que o pôs!
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Não alimentem o Lucas que ele também não sabe cozinhar. Vai morrer de enfarte do miocárdio por obstrução de uma coronária por um trombo de colesterol!
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Morte ao Lucas PIM! E hei-de lavar a escada com o escalpe do Lucas!
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Lucas Lucas Lucas Lucas. O Lucas é um malfeitor. O Lucas é um comboio de estupidez a caminho da parvónia. O Lucas merece ter um livro do Paulo Coelho com o nome dele.
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Morra Lucas, morra PUM!
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PUM!
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(baseado na versão original do virulento Almada Negreiros)



























