segunda-feira, abril 25, 2005
Tubagem inteligente
Bucareste austera
Transilvânia, ai, ai, que medo...
Castelo do Drácula
Amália na Juke
A obnóxia cantora de hotel romeno
domingo, abril 17, 2005
Excerto de um dia mau
Eu sei
A tua vida foi
Marcada pela dor de não saber aonde dói
Vê bem
Não houve à luz do dia
Quem não tenha provado
O travo amargo da melancolia
E então rapaz,
Então porquê a raiva se a culpa não é minha
Serão efeitos secundários da poesia
É só mais um dia mau, mau, mau
É só mais um dia mau, mau, mau
É só mais um dia mau
É só mais um dia mau
É só mais um dia mau
Ornatos Violeta
segunda-feira, abril 11, 2005
Conclave na Roménia
Assim se fazem os preparativos das damas romenas, que têm um traquejo enorme e longínqua reputação na combinação de cores e padrões, para uma noite de folia e vinho tinto.
Desde os tempos de Vlad Tepes, famoso por ser rapaz de bom porte e fino trato, sempre atencioso com os seus convidados, que estes tipos sabem como dar uma festa.
Toma conta de mim um ânsia de contactar com as gentes e manhas de um povo recenseado a 60% culpa grande reinado da população nómada Roma. Já me estou a ver rodeado de crianças de semáforo com ranho seco sob o lábio, a fingir que choram, a pedir uns níqueis para matar a fome. A árvore donde elas nascem julga-se estar situada lá, ainda que ninguém a tenha visto até hoje. Também gostava de ter um tête-a-tête com o Rei Cigano, diz-se por aí à boca cheia que tem andado a encher os cofres do... er... banco cigano (?) com as tributações que cobra por toda a Europa. É então indubitavel o seu talento para o negócio pelo que reside nele uma mais-valia para o estado português.
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Claro que também não poderia deixar de ir à moderna "trans-sylvania".
sábado, abril 09, 2005
Palmazeitona and the johnsons
Super Abril
De minha casa ao café, tomando a linha recta que é sempre a mais curta mas nem sempre a mais rápida, vamos parando a ver as montras das lojas. Sem intenção de comprar nada vamo-nos deixando surpreender com o queixo caindo em maravilha.
Os cubos de rubik forrados a lantejoulas rearranjam-se nas cores da camisola da liberalização.
Aqui não houve Abril mas a segunda guerra ainda é um lenho mal agrafado.

terça-feira, abril 05, 2005
Ursinha carinhosa (care bear)
"There are words which are not sufficient, so I help them by making "objects""
"Adhesive plaster is simply the poor man's bronze"
"All I do is bypass poetry. What is the difference between a written page and a painting or a sculpture?"
Menção honrosa para a banda de clarinetes do 2º batalhão militar do Luxemburgo. 2º e último.
domingo, abril 03, 2005
Flypaper
Para os mosquitos homossexuais continuamos a usar o método de esmagamento por palmas.

Virgin Distress by Fila Lisboa feat. Licita
Excesso de bagagem, 75€ por 15 quilos a mais que já incluíam a bagagem de mão. Nem pó. Toca a voltar ao carro a deixar as conservas e farináceos de produção nacional que foram ideia de última hora para atafulhar a mala que se fosse mais vazia poderia romper na viagem. Nada de perscindir dos enchidos. Há coisas que um português não pode dispensar da sua dieta por mais de 2 meses sob pena de perder a rubra face e a destreza no manguito.
Tentativa de Check-in 2 - Fila 20 minutos.
Quanto mais o tempo se aproxima da hora de embarque maior a quantidade de pessoas que assomam ao balcão mostrando aquilo em que somos bons: Resolver probelmas individuais como se o mundo fosse acabar daqui a meia hora.
Desta vez são só 5 quilos a mais. Tem de se ir pagar 15€ ao guichet da Servisair que fica "ali ao fundo à esquerda" quando apontada a direcção geral do centro da termiteira.
Servisair - Fila 7 minutos.
Depois de preenchido o papel e de se ter chamado por intercomunicador o balcão de check-in para saber o número da reserva que recebi por e-mail e nunca imprimi, não há Multibanco. Há que evitar outra reincidência nesta fila contando os trocos.
Tentativa de Check-in 3 - Fila 5 minutos.
Sucesso. Até passei desavergonhadamente à frente, como me tinham indicado, mas deixando que a senhora que lá estava terminasse o assunto. Há um mínimo de cordialidade pelo próximo passageiro que devemos ter... nunca se sabe se ele não estará à nossa frente para os lavabos num momento de aperto.
Entrada para zona de embarque (1) - Fila 3 minutos.
Já com alguma manha se sabe qual a entrada escondida mas é sempre impossível evitar o habitual turista americano que chega com cartão de embarque nunca antes visto, carregado de um olhar de indignação pelo funcionamento empírico das coisas. Mostro o meu assim de longe e recebo um polegar para cima do oficial enquanto ele mergulha fundo no imbróglio do casal Nike.
Detector de metais - Fila 8 minutos.
A manha manda sempre estar atento ao fundo dos bastidores e observar bem se naquele preciso momento vai ser aberta uma outra passagem pela arcadinha pi-pi-pi. O divertículo alternativo é aberto e eu, manhosamente, um dos primeiros a passar.
Entrada para zona de embarque propriamente dita (2) - Fila 3 minutos.
O pouco tempo em fila explica-se pela espera sentado perto do portão de embarque até que a corja de ansiosos se dissipe.
Entrada para autocarro que leva ao avião - Fila 5 minutos.
Mau timing. Apanhei o momento entre autocarros. Detesto filas paradas sobretudo com famílias numerosas com forte incidência de crianças hiper-activas e/ou excitadas. Nunca percebi as vozes contra as sopinhas de cavalo cansado. A sabedoria dos antigos devia ser menos menosprezada. (Pode dizer-se maisprezada?)
Já dentro do Avião, 10 minutos depois de não entrar ninguém, recebemos um comunicado do piloto que preferiu esperar que se resolvesse um problema com as bagagens do nosso voo. Sonhei que teriam sido os cães dos Costumes a farejar as minhas linguiças...
terça-feira, março 22, 2005
Um metro de acordeão
Dentro da carruagem está uma senhora que toca acordeão com uma face engandoramente alegre. Um sorriso estudado que é capaz de por e tirar conforme lhe apetece tamanhas foram as passas que a vida lhe deu. Ela presta um serviço aos passageiros, toca umas tarantelas e vai olhando em volta enquanto as pessoas desviam o contacto directo com o seu olhar preferindo o anonimato do reflexo escuro da janela. Paragem Parc / Park, ninguém entra, ninguém sai e ela continua a tocar como se agora tivesse começado. Acho mesmo que por momentos ela prórpia meteu o piloto automático e pensa no que vai comer à noite, na roupa para lavar, nos pensos que tem de comprar, no homem que está a fazer o mesmo na outra linha, nos filhos que ficaram com a avó na Roménia... e vai tocando esquecidamente. O sorriso ficou-lhe preso todo este tempo.
Percorre o vagão com o copo de cartão com as moedas pequenas que deixou para ir chocalhando com a suave melodia a uma mão que deixa no ar. Ninguém dá nada, mas perseguem-lhe os olhos pela imagem no vidro. Um vagão cheio de predadores da miséria alheia. Alimentar-se disso deixa-nos um conforto de como as coisas podiam ter sido piores, de como a vida podia ter sido mais calhorda connosco.
Centraal station / Gare central
Ninguém lhe dá nada, nem um olhar, e ela retribui com o mesmo sorriso preso porque ela própria não esperava mais do que teve. Sai vitoriosa para o próximo vagão porque a vida não a surpreendeu. A previsibilidade do pior ajuda a suportá-lo.
sábado, março 19, 2005
FantasBruxelas
As saudades do cinema reacendem-se com um ciclo dedicado ao fantástico, aos universos paralelos, às passagens oníricas, ao terror necrofílico, à animação psicopata, à ficção científica...
BIFFF
ZAPPP
PUMM
BLOB
quinta-feira, março 17, 2005
aproximação de gozo

sacanagem
Comino entre Malta e Gozo
Devem ser todos gozotenhos.

autocarro perfil

autocarro publico

o bom gosto para matriculas
segunda-feira, março 14, 2005
Se me apanho no avião ainda julgo que é mentira
Não há nada mais fastidioso para apanhar um avião do que todo o caminho casa aeroporto. Tanto pior se torna quanto mais desfazadas forem as horas de embarque das do normal bulício citadino. Entrar num avião que parta às 6h30 torna quase olímpica a tarefa de querer chegar a horas pelo preço mais baixo.
Acorda-se às 4h15, trata-se da higiéne básica, arrumam-se os ultimos embaraços e deixa-se a casa nas condições mínimas de convivialidade para um agradável regresso. O mais tardar às 4h45 estamos a bater a porta da rua. Poupa-se o dinheiro em taxi caminhando de peso às costas até à estação de combóio, por muito que isso se ressinta nas pernas. Ir cantando em surdina uma canção revolucionária sempre ajuda à motivação sobretudo se a isso juntarmos umas injúrias a todos os transportes públicos que só iniciam a actividade à hora justa de chegada à estação... na melhor das hipóteses.
Nada poderia ser mais frustrante que chegar à plataforma e ver o comboio a assobiar profundamente e a arrancar pouca-terra, pouca-terra, pouca-terra. Fica-se a pensar na teoria da relatividade de Einstein e de como as pessoas nos vagões se distanciam de nós à mesma velocidade mas parecem estacionárias umas para as outras. Eu preferia que, do meu referencial, elas me parecessem paradas. O pior de tudo continua a ser a subjectividade de não haver nada a que possa atribuir as culpas. É nestas situações que se aplica a expressão “um azar do caraças” e não quando as meninas aparecem gravidas sem querer.
Entre a hipótese de esperar 40 minutos pelo combóio seguinte ou gastar o dinheiro a que me neguei no início, preferi fretar um táxi que me faça chegar a tempo de chequinar.
Saldo final: gastei 33 euros ao invés dos 2 previstos e nem sequer pude beneficiar de menor esforço físico indo directamente de casa.
É nestas alturas que Deus se manifesta das mais estranhas formas. A Lufthansa ainda serve refeições quentes a bordo...
sábado, março 05, 2005
Agora sinto-me iluminado (de azul-moderno) também
Primeiro-Ministro - José Sócrates
Ministro de Estado e da Administração Interna - António Costa
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros - Diogo Freitas do Amaral
Ministro de Estado e das Finanças - Luís Campos e Cunha
Ministro da Presidência - Pedro Silva Pereira
Ministro da Defesa Nacional - Luís Amado
Ministro da Justiça - Alberto Costa
Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional - Francisco Nunes Correia
Ministro da Economia e da Inovação - Manuel Pinho
Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas - Jaime Silva
Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações - Mário Lino
Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social - José António Vieira da Silva
Ministro da Saúde - António Correia de Campos
Ministra da Educação - Maria de Lurdes Rodrigues
Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - Mariano Gago
Ministra da Cultura - Isabel Pires de Lima
Ministro dos Assuntos Parlamentares - Augusto Santos Silva
Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros - Jorge Lacão
sexta-feira, março 04, 2005
Parc Royal (II)
Parc Royal (I)
sábado, fevereiro 26, 2005
Era uma casa muito engraçada (I)
Era uma casa muito engraçada (II)
Dão um ar trashy underground às paredes enfadonhamente cremes.































