segunda-feira, maio 23, 2005

esparsas de atum, a filosofia da cozinha de conserva



(Excerto de uma conversa tal qual como escrita no chat)

por acaso hj tb queria comer atum

fui a casa
e qndo abri a lata, com o abre latas...
a lata faz: pffff

e eu: pfffff? como assim, pffff?
atum não faz pffff...
comecei logo a pensar em
Clostridium botulinum
esse sim faz pfff e ah... cheira mal

ao acabar de abrir a lata
uma enorme nuvem de odor estranho
LIXO com ela imediatamente

acho que com os meus sentidos e conhecimentos da faculdade consegui evitar uma febre botulínica
intoxicação alimentar, não obrigado.
Morte à toxina botulínica por via oral.

Ainda pensei em guardá-la para alguma amiga que quisesse injectar nas peles



4 comentários:

.toquio disse...

bem, que sensação de deja-vu...

pedro disse...

vocês das ciências vivem num mundo à parte (pelo menos não falam a mesma língua que o comum dos mortais)

COCOnaVENTOINHA disse...

Pedro, daí que me dê ao trabalho de procurar links que sejam inteligíveis aos comuns... assim quem quer saber mais não precisa ir longe.
Mas tens razão que isto de viver sob o chapeu do paradigma científico pode fazer uma pessoa parecer estranha.
Eu próprio me estranho às vezes com o ridículo dos meus processos mentais.
É, aliás, esse o mote do post.

pedro disse...

eu sei, mr. poo. acho que no fundo isso acontece com toda a gente - o condicionamento do pensamento pelas referências culturais. de estranhar seria que ao fim de uns oito anos a estudar ciências não tivesses interiorizado nada, right?

 
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